quinta-feira, 10 de julho de 2008

A quem passa por aqui

Precisamos de todos que passam por aqui.

Quem vem cá está à procura, pelo que eu vejo, de informação sobre as tabelas de incapacidade ou sobre os benefícios fiscais para as pessoas com deficiência.
Enquanto estivermos cada um para o seu lado... não vamos a lado nenhum.
Antes da discussão do próximo Orçamento de Estado, em que o Governo vai mais uma vez demagogicamente fazer de “Robin Hood”("deficientes ricos" a pagar as prestações sociais para as pessoas com deficiência que não têm hipótese de garantir a sua subsistência), temos de juntar esta insatisfação com a vida... em que vamos fazendo pela vida.

Continuem a passar por aqui. Mas relatem-nos as dificuldades que estão a passar. Cada história do dia a dia que vamos sofrendo é um argumento contra o “Robin Hood” que nos lixa a vida.

Têm uma caixa de comentários aqui mesmo em baixo. Podem ser anónimos. Não levamos a mal e até percebemos.

PS. Como devem ter reparado, isto é mesmo um desabafo...

1 comentário:

Santos disse...

Ora então começo eu, que devo ser o mais novo por aqui.
Por questões de doença que não me apetece relembrar, foi-me declarada incapacidade permanente de 60% este mês, mas reportada a 2005, ano dos factos.
Estive internado mais de 10 vezes, fui operado 6 vezes, perdi mais de 30 quilos, etc e tal, e agora estou a recuperar, apesar de ainda ter que ir à faca este ano!
Estive "vai, não vai" numa das últimas estadias de 4 meses no "hotel".
Agora que ganhei forças, agarrei nos papeis e toca a mexer.
A Seg. Social anda-me a pagar menos 100 Eur por mês, e nas prestações compensatórias de 2006 também recebi menos 300 Eur do que nas de 2007 (os valores de referência são exactamente os mesmos). Já vi e revi os métodos e formulas de cálculo, confrontei os funcionários da delegação (que não sabem de nada, são só maquinas de registar papeis), já reclamei pela SS Directa, mas como nem confirmação de recepção o sistema dá, seguiu também por carta registada para o centro distrital.
Como a baixa está a acabar, também iniciei o processo de atribuição de pensão por invalidez, que deve dar uma rica miséria (ainda sou novo, poucos anos de descontos; lá me avisaram). No entanto, espero até ao fim do ano, ficar apto para trabalhar novamente!
Quanto ao fisco, por só agora ter tido possibilidade de requerer o atestado de incapacidade, estou a tentar rectificar as declarações de 2006 e 2007. Após 3 idas ao departamento, lá chegaram à conclusão que terei que apresentar as declarações de substituição de 2006 e 2007 em papel (pois não é possível pelo sistema), fazer o pedido de reclamação graciosa fundamentada e esperar que seja diferido pelo director.
Ia-me esquecendo do IUC: o carro está em nome da minha mulher (era quem estava mais disponível para os papeis na altura) e tem reserva de propriedade pois ainda o estamos a pagar ao banco. Pelos vistos o carro tem que estar em meu nome para ter a isenção, mas para isso acontecer, tenho que o pagar todo (impossível agora). Isto tem alguma lógica, partindo do principio que estamos casados em comunhão de adquiridos e que o carro é dos dois? Vou fazer uma exposição ao director.
Vamos ver no que dá!
Desculpem o testamento, mas acreditem que é apenas um resumo.
Se alguém tiver umas dicas para lidar com estas entidades e situações, comentem (ou mail) que eu vou passando por cá.
Cumprimentos,
Santos.
s.mail@iol.pt